19 de setembro de 2013

Stephen Hawking apoia direito a suicídio

"Eu acho que aqueles que têm uma doença terminal e estão sob grande dor devem ter o direito de escolher terminar com sua vida", diz o físico.

Por: likeanerd

Reprodução/Site oficial Stephen Hawking

Um dos físicos vivos mais famosos da atualidade é sem dúvida Stephen Hawking. Além de mandar muito em sua pesquisa sobre buracos negros, relatividade e outros muitos tópicos, ele ainda faz participações especiais em séries como “The Big Bang Theory” e desenhos como “Os Simpsons“. E tudo isso enfrentando uma doença neuromotora desde os 21 anos. Nessa luta por sobrevivência ele viu e aprendeu muita coisa, e agora ele se pronunciou defensor do direito a suicídio assistido por pessoas com doenças terminais.

É um assunto bem polêmico. Uma pessoa em estado crítico que precisa de ajuda para ter um fim rápido e indolor vai encontrar problemas com a lei em muitos países, como o Reino Unido. A grande questão é se esse direito faria mais do que dar uma morte digna aos pacientes. Há quem diga que isso abriria uma brecha para gente com más intenções manipularem facilmente as pessoas doentes.

Mas Hawking deixou sua posição bem clara. “Eu acho que aqueles que têm uma doença terminal e estão sob grande dor devem ter o direito de escolher terminar com sua vida, e aqueles que os ajudarem devem estar livres de acusação. Nós não deixamos animais sofrerem, então por que humanos?”, disse ele ao BBC News. Para mostrar que ele sabia dos riscos em questão, ele completou :”Deve haver a certeza de que a pessoa em questão genuinamente quer dar fim a sua vida e não está sendo pressionada a isso, ou que isso seja feito sem seu conhecimento e consentimento, como teria sido o meu caso”.

Nessa última parte do depoimento, ele se refere à época em que estava hospitalizado devido a uma séria pneumonia. Como ele estava sofrendo e dependendo de máquinas para sobreviver, os médicos chegaram a perguntar para sua mulher se deveriam desliga-las. Felizmente, ele se recuperou e mostra que até hoje, com 71 anos, ele consegue ter uma vida normal, trabalhando na Universidade de Cambridge, publicando livros, dando entrevistas e compartilhando seu bom humor nos “Simpsons” e no “Big Bang Theory”.